
Uma série cinematográfica sobre o que acontece depois do fim.
Um surto global destruiu a sociedade como ela existia.
Governos desapareceram, cidades se fragmentaram e sobreviver passou a significar muito mais do que enfrentar os infectados.
Nesse mundo, ainda existem pessoas tentando manter alguma ordem. Cada episódio é um contrato. Cada contrato revela mais um pedaço desse mundo.

Tudo começou com o RV-19.
A pessoa adoece. A maioria morre. Depois, o corpo volta infectado.
Não existe magia ou qualquer explicação sobrenatural. O RV-19 é uma doença que, em seu estágio final, transforma o hospedeiro em algo que já não pode ser considerado vivo. O cérebro continua mantendo funções primitivas e extremamente agressivas até ser destruído. Só um tiro na cabeça encerra definitivamente a atividade do infectado. O contato transmite a doença e, depois da infecção, restam apenas alguns dias. Não existe cura.
Medicamentos comuns não fazem absolutamente nada contra o RV-19. Antibióticos, analgésicos e outros remédios continuam sendo valiosos porque tratam ferimentos e doenças comuns — impedindo que outras coisas matem você antes do vírus, da fome ou de alguém armado. A crise é mundial.
Governos, como existiam antes, praticamente desapareceram. O que restou são fragmentos: bairros protegidos, pequenas comunidades, grupos armados, rotas de comércio e pessoas tentando chegar vivas ao dia seguinte.
O CONTRATO
Depois do colapso, dinheiro perdeu boa parte do significado. O que realmente tem valor agora é aquilo que mantém
alguém vivo: comida, medicamentos, munição, combustível, energia e suprimentos.
É assim que nascem os CONTRACTS.
Um contrato acontece quando uma pessoa, uma comunidade ou até uma organização oferece algum tipo de pagamento em troca de uma operação. Pode ser um resgate, uma escolta, apoio logístico, recuperação de medicamentos, busca por mantimentos, transporte de uma carga ou simplesmente entrar em um lugar onde ninguém mais está disposto a entrar.
A SWAT aceita esses trabalhos. De certa forma, seus operadores se tornaram mercenários: são contratados para executar uma missão e recebem algo em troca. Existe, porém, uma diferença que define quem eles são. Eles ainda seguem a lei.
O Estado praticamente desapareceu. Não existe mais uma estrutura policial capaz de controlar Los Sueños e, muitas vezes, sequer existe alguém acima deles para dizer o que podem ou não fazer. Mesmo assim, os antigos agentes decidiram manter o código que carregavam antes do Turn. Um contrato não lhes dá autorização para executar alguém, roubar uma família ou ignorar um crime simplesmente porque aquilo não fazia parte do trabalho.
O cliente paga pela missão. Não compra a consciência do operador.
Por isso, um CONTRACT pode começar com um objetivo muito simples e terminar de uma maneira completamente diferente.
Recuperar uma carga pode se transformar em um resgate. Uma coleta de medicamentos pode revelar alguém que precisa de ajuda. Uma escolta pode colocar o operador diante de um crime que não estava no papel.
O contrato determina por que eles entraram. A farda ainda determina quem eles são.
A história de AFTERLAW acontece na Califórnia, em Los Sueños. O nome ganhou um novo significado depois do surto: o sonho da cura. Enquanto esse sonho não chega, a cidade sobrevive no improviso.
Los Sueños não é uma cidade completamente morta — e talvez seja justamente isso que a torne mais inquietante.
Grande parte dos bairros ainda possui energia elétrica. Existem trocas, rotas, pessoas trabalhando e até uma espécie de rotina.
Uma rotina torta, construída sobre aquilo que restou. À distância, às vezes parece que o mundo continua funcionando.
Até deixar de funcionar.
Se ainda existem luzes acesas em Los Sueños, existe uma razão. THE GRID mantém a usina funcionando.
Eles não são heróis. Também não precisam ser tratados simplesmente como vilões. São uma organização
que aprendeu rapidamente as regras do mundo depois do colapso. Eles possuem algo de que todos precisam: energia.
E energia tem preço. Mantimentos, recursos, serviços e acordos mantêm a rede funcionando.
Enquanto THE GRID continuar recebendo aquilo de que precisa, partes de Los Sueños continuam iluminadas.
O patch permaneceu.
O significado mudou.
Antes do colapso, eles eram SWAT. Depois do evento que ficou conhecido como The Turn, as mesmas quatro letras ganharam outro significado:
Still Watching After the Turn.
São ex-policiais que continuaram juntos quando praticamente não havia mais Estado para lhes dar ordens.
Hoje sobrevivem como operadores contratados.
Resgates. Escoltas. Recuperação de suprimentos. Busca por medicamentos. Logística. Extrações.
O tipo de trabalho que ninguém mais quer fazer.
O pagamento quase nunca é dinheiro. Comida, munição, medicamentos e outros recursos se tornaram moedas muito mais importantes.
Mas existe algo que eles se recusam a abandonar.
A lei.
Mesmo sem Estado, ainda tentam seguir aquilo que um dia juraram defender.
E descobrir até onde esse princípio consegue sobreviver é uma das histórias de AFTERLAW.














